Jesus Cristo Joseval Oliveira

O reino de Satanás tenta imitar o reino de Cristo Jesus

Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.
A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade.
Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?
Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.
Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
Se alguém tem ouvidos, ouça.
Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.
Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.
Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.
Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.
Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta.
A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.
Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis. Apocalipse 13:1-18

13.1-18. A besta que emerge do mar.
O Antigo Testamento representa o mar como a habitação de monstros (cf. Jó 7.12; 41.1; SI 74,13; 89.9-10; Is 27.1). A besta emergindo do mar representa o poder de perseguição, especialmente o poder de um estado demoníaco. A monstruosa mistura de características demonstram tanto a ferocidade quanto o aspecto repulsivo da besta. Ela é abominável. As pessoas poderiam ser aterrorizadas até à submissão, mas quem desejaria genuinamente adorar essa massa de fealdade? O mundo rebelde fica fascinado pelo seu poder (v 4), mas os cristãos têm seus olhos abertos por essa e outras revelações bíblicas.
A besta combina características das quatro bestas de Dn 7.1-8,17-27, as quais representam reinos idólatras. Essa besta do Apocalipse deve ser um reino terreno que os representa. Assim, as perseguições oficiais contra Daniel e seus amigos sugerem a natureza da perseguição que as sete igrejas devem enfrentar vinda do poderio romano (e possivelmente sugerem perseguições de tempos posteriores). Na Ásia Menor, oficiais locais ameaçavam matar os cristãos se eles se recusassem a adorar o imperador romano. Uma oposição semelhante ao culto divino ocorrerá imediatamente antes do retorno de Cristo (2Ts 2.4). As perseguições acontecem esporadicamente no intervalo desses dois tempos (Mt 24.9; 2Tm 3.12-13; 1Pe 4.12-19).
Segunda Tessalonicenses 2.7-8 parece sugerir tanto um padrão repetido de perseguição satânica como uma deflagração climática e final. Os cristãos não devem se admirar por essas pressões. Se necessário, devem enfrentar o martírio, sabendo que Deus está no controle, e que seu triunfo é certo.
A besta é uma imitação de Cristo. Observe os seguintes paralelos; (1) a besta que Satanás produziu é uma imagem de Satanás (v. 1), assim como Cristo é a imagem exata de Deus, gerado pelo Pai (SI 2.7; Cl 1.15; Hb 1.3).
(2) A besta tem dez coroas, enquanto Jesus Cristo tem muitas coroas (cap 19.12).
(3) A besta tem nomes blasfemos escritos sobre ela, enquanto Cristo tem um nome digno, desconhecido de todas as outras pessoas, escrito sobre ele (cap 19.2). O dragão dá à besta o seu poder, seu trono e grande autoridade (v. 2), assim como a Cristo é dado poder (cap 5.12-13), um trono
(cap 3.21) e autoridade (cap 12.10) vindos do Pai (Jo 5.21-23).
(4) A besta tem uma ferida aparentemente fatal da qual ela se recupera — uma encenação falsificada da ressurreição de Cristo (v. 3). A cura da besta é uma das características principais que atraem seguidores, assim como a ressurreição de Cristo é um dos pontos principais da proclamação evangelística. (5) O culto é dirigido tanto ao dragão quanto à besta, assim como os cristãos cultuam
tanto o Pai como o Filho (Jo 5.23). (6) A besta atrai o culto do mundo todo (v. 3), assim como Cristo deve ser adorado universalmente. (7) A besta profere blasfêmias, enquanto Cristo profere louvores a Deus (Hb 2.12).
(8) A besta guerreia contra os santos, enquanto Cristo guerreia contra a besta (cap. 19.11-21). O canto de louvor da besta no v. 4 simula o canto a Deus, o guerreiro em Êx 15.11. A surpreendente justaposição entre Cristo e a besta em cap. 19.11-21 mostra que eles são os dois principais guerreiros na batalha. Cristo é o guerreiro divino, que cumpre a simbologia de Êx 15.3 (veja também Is 59.16-18; 63.1-6; Hc 3.3-15; Zc 9.13-16; 14.1-5). A besta é o guerreiro perverso e falso que cumpre as imagens de Dn 7.1-8. O próprio Satanás tenta duplicar Deus, o Pai. Empenha-se numa pretensa criação na qual produz uma imagem de si mesmo tirada das águas caóticas (v. 1; veja o paralelo em Gn 1.2). De modo semelhante, o falso profeta, ou a besta da terra, falsifica o trabalho do Espírito Santo (veja a nota sobre os vs. 11-18). Juntos, Satanás, a besta e o falso profeta formam uma trindade profana (cap 16,13 ). Satanás, como um enganador, está sempre tentando fazer com que seus caminhos pareçam atraentes (2Co 11.14-15). O perigo está no fato de que suas falsificações muitas vezes parecem muito próximas da verdade e os crentes podem confundir uma com a outra. Mas quando a revelação abre os olhos dos crentes, eles veem um mundo de diferença entre os horrores de Satanás e as belezas de Deus. Os crentes podem estar confiantes porque Satanás é apenas um imitador, não um criador e suas produções são sempre bestiais e degeneradas, como ele mesmo.
Bestas devem recuar diante de Cristo, o Rei (19,11-21). Outra figura falsificada é Babilônia, a prostituta, que é uma imitação da noiva de Cristo (veja a nota sobre 17.1—19.10).
13.5 quarenta e dois meses. Veja a nota sobre 11.1-2.
13.7 pelejasse contra os santos. A besta exige culto (v 8) e, quando os santos recusam submeter-se, eles são martirizados. Mas apesar de seu aparente fracasso, os mártires gozam vitória com Cristo tanto imediatamente (6.9-11) quanto depois, quando suas orações pela derrota final da besta forem respondidas (19.11-21).
13.8 Livro da Vida. Esse livro é um rol celestial com os nomes daqueles destinados à nova vida por meio do sangue de Cristo. Em meio à perseguição contra o imenso poder da besta, os crentes podem encontrar segurança na garantia dada por Deus a respeito de sua cidadania celestial (17.8; 20.12,15; 21.27).
*13.11-18 A besta que emerge da terra; o falso profeta. A besta que emerge da terra, também chamada o falso profeta (caps 16.1.3; 19.20; 20.10), funciona como propagandista da besta. Suas atitudes simulam o testemunho do Espírito Santo (cf, a nota sobre os vs. 1-10). Ele quer que o povo adore a besta e não a si mesmo, assim como o Espírito Santo glorifica a Cristo e não a si mesmo Jo. 16.14). O falso profeta faz enganosos sinais miraculosos, simulando os milagres do Espírito Santo (vs. 13-14). Ele coloca nos seus súditos uma certa marca (v. 16), assim como os cristãos são selados
com a marca do Espírito Santo (Ef 1,13), Na Ásia Menor do século 1, os principais propagandistas teriam sido os sacerdotes do culto ao imperador e a “Comuna da Ásia”, um concílio composto por importantes representantes da cidade que promoviam lealdade ao imperador. Em nossos dias, os governos totalitários também arrolam propagandistas, imediatamente antes do retorno de Cristo, simulacros de milagres acompanharão os aparecimentos do “iníquo” (2Ts 2.9). O falso profeta encarna um padrão que se repete. 13.16 marca. A marca da besta é uma imitação fraudulenta do selo com o nome de Deus dado aos santos (7.2-8; 14.1; Ez 9.4-6) A besta possui aqueles que levam a sua marca; eles são seus escravos (14.9; 19.20; 20.4). Especulações a respeito de uma marca visível são irrelevantes. 13.18 seiscentos e sessenta e seis. O número seiscentos e sessenta e seis não alcança a completude divina do sete. Durante o tempo de Domiciano, o imperador Nero havia se tornado uma figura tradicional do anticristo, e “seiscentos e sessenta e seis” provavelmente já era conhecido como sendo um valor numérico associado ao nome em hebraico de Nero César. Assim, o nome designa o próprio Nero (se aceitarmos uma data anterior para Apocalipse) ou uma figura posterior que imitasse a iniquidade de Nero. Muitos têm tentado identificar o anticristo final tomando esse número por base, mas suas ligações com Nero e o simbolismo de não alcançar a perfeição do sete podem ser seu único significado. Os crentes devem estar sempre vigilantes quanto ao retorno de Cristo sem cair na insensatez de marcar datas (Mt 24.36-51).

Fonte: Bíblia de Genebra

Imagem extraída da internet sem fins de propriedade particular

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