Jesus Cristo Joseval Oliveira

Jesus foi tentado por Satanás por quarenta dias

A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram. Mateus 4:1-11

A tentação de Jesus é a contraparte da tentação de Israel no deserto. Como em Nm 14.34, os quarenta dias representam quarenta anos. Esse acontecimento relembra Dt 8.1-5, que Jesus citou em resposta a uma das tentações. Novamente vemos Jesus como o verdadeiro ou último Israel, o Filho de Deus. Na verdade, a experiência da nação de Israel foi o tipo, a sombra que apontou para o que Cristo experimentaria mais tarde. A real provação e experiência penosa de Israel como o filho de Deus foi por Jesus, o Israel e Filho de Deus definitivo. As tentações que Jesus enfrentou representam os tipos de tentações que todo ser humano experimenta: aquelas originadas por impulsos físicos, aquelas que apelam o orgulho e aquelas que advêm de um desejo por posses (cf. 1 Jo 2.16). Porém, cada uma deles foi também uma tentação distintamente messiânica. Observe que Satanás não apelou somente para a fome ou o orgulho de Jesus, mas armou as tentações em termos de um desafio à justa divindade de Jesus: “Se és Filho de Deus…” (vs. 3,6; cf. com o escárnio em 27.40). A última tentação apresentou Jesus com um caminho para o reinado que teria evitado a cruz. Não somente Jesus foi tentado em todos aspectos que nós somos (Hb 4.15), mas as suas tentações foram muito maiores do que qualquer uma que experimentamos. No entanto, ele não pecou. Seu triunfo sobre a tentação o qualifica de modo inigualável para nos representar diante de Deus como nosso “misericordioso e fiel sumo sacerdote” (Hb 2.17); o Filho sabe pessoalmente e por experiência própria o que é passar por uma tentação. Jesus foi e é sem pecado. A tentação não nascia nele como acontece conosco (Tg 1.14). Porém, como verdadeiro homem, Jesus foi realmente tentado. Somente a pessoa que resiste à tentação sente a sua força total. 4.4 de toda palavra. Em Dt 8.3, essa expressão se refere à palavra de orientação de Deus no deserto e à sua provisão do maná. Diferente de Israel, Jesus não abandonou a sua confiança na provisão de Deus. Embora Jesus tivesse o poder do Espírito Santo numa medida plena, ele respondia cada uma das tentações de Satanás com uma referência bíblica. O poder do Espírito é a Palavra de Deus (Ef 6.17), e até mesmo Jesus fez uso das Escrituras para obter força em sua batalha espiritual. 4.5 O pináculo do templo. Tratava-se provavelmente de uma extensão do muro do templo na beira do ribeiro de Cedrom. Josefo (Antiguidades 15.410) referiu-se à queda precipitada do topo desse muro até a base da ravina. Satanás também pode citar a Bíblia, mas é importante observar que ele aqui usou SI 91.11-12 de um modo exatamente oposto à intenção do salmista. O texto de Sl 91 exorta seus leitores a confiarem em Deus; Satanás tentou trocar confiança por um teste que lançava dúvida sobre a fidelidade de Deus e exigiu uma prova visual em vez de fé. A presunção não advém da fé, mas da falta de fé. É interessante observar que Satanás não prosseguiu para citar SI 91.13. Israel submeteu Deus a um teste em Massa/Mereça (Êx 17.1-7). Com todo o zelo de uma adoração verdadeira, Jesus rejeitou a idolatria messiânica. Ele ordenou que Satanás se retirasse, pois havia conquistado o “valente” .

Concluímos que, Satanás está atento a tudo e a todo momento, não deixando de perder nenhuma oportunidade. Cabe a nós seres humanos, vigiar e orar muito, para quando ele lançar os dardos, não sejamos atingidos, porque estamos em Cristo; e todo aquele que está em Cristo, está guardado e amparado.

Imagem extraída da internet sem fins de propriedade particular

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